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GT da reforma administrativa apresenta texto mais “maduro”, mas desidratado

O Grupo de Trabalho da Reforma Administrativa apresentou um texto considerado mais “maduro”, mas também desidratado, por deixar de fora temas centrais como os supersalários e mudanças na estabilidade dos servidores. A proposta, que deve chegar ao Congresso em agosto, busca modernizar o Estado com medidas como identidade digital única, meritocracia com bônus por desempenho e concursos unificados.

Especialistas, porém, criticam a ausência do debate sobre remunerações acima do teto constitucional, que aumentaram 49% entre 2023 e 2024. Segundo Jessika Moreira, do Movimento Pessoas à Frente, é urgente frear esses privilégios e garantir que o dinheiro público beneficie a população, não uma minoria.

O governo, por sua vez, defende que a reforma seja uma “transformação do Estado”, focada na eficiência e na justiça social, enquanto sindicatos pedem mais clareza sobre o modelo de serviço público que se pretende construir.

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