O debate sobre a reforma administrativa precisa colocar a igualdade de gênero no centro das discussões. Embora representem mais da metade da população, as mulheres ocupam apenas 27% dos cargos de liderança no governo federal — e menos de 30% nos estados e capitais. Essa desigualdade limita a qualidade da gestão pública e o alcance das políticas sociais.
Estudos mostram que governos liderados por mulheres tendem a investir mais em saúde e educação e apresentam menor corrupção. Segundo pesquisa do Datafolha, 80% dos brasileiros apoiam a promoção de mulheres a cargos de chefia e 89% defendem seleções com critérios técnicos e transparentes.
O texto defende que a reforma administrativa é uma oportunidade de romper o “teto de vidro” no setor público, com políticas de equidade, combate à discriminação e apoio à conciliação entre trabalho e vida pessoal — transformando o consenso social em ação institucional efetiva.