A discussão sobre a reforma e transformação do Estado brasileiro precisa incorporar a equidade de gênero e racial, especialmente no acesso de mulheres e pessoas negras a cargos de liderança no serviço público.
Dados recentes mostram que, embora as mulheres sejam maioria entre os novos servidores, sua presença diminui nas posições mais altas — e entre as mulheres negras, a representação é ainda menor. Isso ocorre apesar de elas terem níveis de escolaridade mais elevados do que os homens, segundo a Enap.
Fatores como assédio moral, dificuldade de conciliar maternidade e carreira e falta de políticas estruturantes limitam o avanço feminino. Embora o governo tenha implementado ações, como regras de equidade em concursos públicos e lei que reserva 30% das vagas em conselhos de estatais para mulheres, o país ainda ocupa as últimas posições na América Latina em liderança feminina no setor público.
A matéria defende que a diversidade é essencial para a legitimidade democrática e para a criação de políticas públicas mais justas e representativas. O Estado deve liderar pelo exemplo, garantindo oportunidades reais de ascensão e permanência para todas.