A nova Reforma Administrativa apresentada na Câmara propõe a criação de uma tabela única de remuneração para servidores da União, estados e municípios, com o objetivo de reduzir desigualdades salariais e eliminar supersalários. O modelo organizaria todas as carreiras conforme a complexidade das funções e teria prazo de até 10 anos para ser implementado.
Especialistas como Humberto Falcão e Jessika Moreira, do Movimento Pessoas à Frente, defendem a medida como passo essencial para corrigir distorções e acabar com os penduricalhos que permitem ganhos acima do teto constitucional. O texto também limita verbas indenizatórias e busca mais transparência e racionalização nas carreiras públicas.
Apesar do apoio, técnicos do governo alertam que a implementação será complexa e gradual, exigindo ajustes legais e orçamentários para garantir que a padronização não amplie desigualdades existentes.